sexta-feira, 25 de julho de 2008

A Loucura!


Eu quero um beijo,

Daqueles ardentes, que esquenta a alma!

E livre como estes versos quero te amar,

Porque te desejo a muito...com muito, pra muito,

Te amar ao som da boa música, e depois,

Depois trocarmos versos, juras, brigas,

Assim, dividirmos nossas vidas, em uma só!

E tudo isso, por causa da sua beleza...

Por conta de nosso amor!




quinta-feira, 3 de julho de 2008


De onde vem a poesia?

O Silêncio...

Ela vem da lágrima triste que desce por teu rosto,
E desse modo a poesia adentra!
Vai passeando por teu corpo,
Até sair de minha boca!
Ela traz o vento frio, a solidão,
E a lágrima que em teu rosto descia
Passeia agora em minha face,
E ao sair de meu olho,
Fez nascer a Poesia!

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Lídia...


Eram uma hora e quatro minutos da noite de sábado, nos primeiros minutos do dia seis de janeiro de 2007, o céu estava nublado com alguns respingos de uma chuva que somente ameaçava chegar, eu estava deitada a mais de uma hora ali, recordo que havia tomado um copo de leite antes de deitar-me, mas não conseguia dormir; ele ainda não havia chegado, e quando chegasse eu não gostaria de estar dormindo.
Tudo começou quando eu tinha onze anos, Marcos como se chamava, sempre me olhara com carinho, até aquela época nos dávamos muito bem, mamãe adorava a maneira que nos relacionávamos, eu não notava nele nem um desejo, todo esse carinho poderia ser comum se ele não fosse esposo de minha mãe.
Naquele ano tudo começou, lembro de tudo, no dia em que aconteceu pela primeira vez eu tinha terminado o banho e seguia para meu quarto, vestia minha camisola, quando ouvi um barulho na porta e a vi abrir vagarosamente, achei que fosse mamãe, mas era o Marcos, perguntei o que ele queria, mas ele veio logo para cima de mim e disse que se eu falasse alguma coisa ele acabaria comigo e com minha mãe, tentei gritar e ele tapou minha boca e me ameaçou, lembro que chorei bastante principalmente pela dor, mas também pela vergonha e pelo medo, pois ele me ameaçava enquanto saciava seus desejos em meu corpo.
- Fica calada, se falar pra alguém eu te mato, e tua mãe também desgraçada.-dizia Marcos.
Foi assim até aquele fatídico dia seis de janeiro, foram sete anos de sofrimento, dor e angústia, naquele dia, esperei ele vim, não dormir como sempre fazia e era acordada durante a noite; mamãe me pedia incondicionalmente para que eu o respeitasse, dizia que ele era como meu pai, mas se fosse vivo papai jamais faria isso! Eu costumava ver mamãe chorando, mas sempre que ela me percebia, disfarçava.
Ele havia chegado, e dizia: ”vem minha belezinha”, sussurrando em meu ouvido.
Naquela noite uma lágrima solitária caia em minha face, a muito tempo eu nem chorava mais, mas daquela vez era diferente, eu havia tomado uma decisão.
- Vira lídia, vira, vira porra!-dizia.
Virei-me diferente das outras vezes.
- Toma filho da puta, vai pro inferno!-falei enquanto puxava o gatilho, o desgraçado agonizou ali no meu lado, nossos copos nus, mamãe entrou no meu quarto em estado de choque, e eu, ah...não sabia se tinha tomado a decisão correta, eu só não queria mais sofrer. Poucos minutos depois Marcos morreu, ali mesmo, acho que todos que estávamos ali morremos também.
Hoje, dezoito de janeiro de 2008, estou só, são duas horas da manhã, a quatro meses moro sozinha, mudei de casa após a morte da mamãe, ela teve depressão, sofreu problemas cardíacos e morreu de falência múltipla dos órgãos após uma parada respiratória; eu estava deitada, a dois dias não dormia, as lembranças do passado e as lembranças de minha mãe não me deixavam, nunca tive amigos.
Eu já estou cansada, mas uma vez, pretendo tomar uma decisão, sabendo que se ela estiver errada será eternamente, mas isso talvez isso seja a única solução para não sofrer mais, talvez viver não tenha sido a melhor coisa pra mim, estou com uma corda em meu pescoço, amarrada no armador em meu quarto, assim, caminhando para meu triste final.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Dois Destinos...


Sexta- Feira.


Ricardo preparasse para ir à praça, após tomar um banho, proucura uma roupa e veste-se.

Marcelo, jovem de 18 anos, saiu de casa na noite da sexta, para ir à praça, havia recebido uma ligação de um amigo pedindo para ele ir lá.

Ricardo chega à praça onde costuma encontra os amigos, ao chegar lá acha estranho, vê uma multidão em círculo, pensa que algo deve ter acontecido.

Marcelo chega na praça, encontra o cara da ligação, conversa um pedaço com ele, até ser surpreendido...

Um corpo estendido no chão...

Eram dois caras em uma moto, Marcelo tentou correr em vão.

- A quem é que mataram?- pergunta Ricardo a uma pessoa que estava na multidão.

- É um tal de Marcinho.

- Marcinho!, puxa, é o cara que me assaltou aqui uma vez, só tem ele de Marcinho aqui, deixa eu ver.

Ricardo aproxima, vê o corpo, um jovem com os olhos arregalados como se estivesse assustado, com dois tiros na cabeça.

- Não, não é o Marcinho...

O telefone toca.

- Oi, é o Ricardo, pra um barzinho, vou sim; espera um pedaço chego já ai.

- Vocês são novos aqui né?, meu nome é marcelo!

- O meu é Ricardo.

São duas Crianças de oito anos de idade.

Marcelo e ricardo viram os melhores amigos, bricam sempre, todo dia, seja de luta, futebol, o que for. assistem televisão, riem com o Chaves, as duas familias são amigas.

O pai de Marcelo começa a envolve-se com as drogas, a mãe de Ricardo decide não provar mais bebida alcoólica.

É a primeira grande amizade dos dois garotos.

A mãe de Marcelo briga com o pai dele, passado um tempo os dois separam, ele se torna insuportável po conta da droga.

Marcelo muda de casa e de bairro com sua mãe que vai morar sozinha em outro canto. Ricardo passa de série vai para a terceira série e muda para uma escola melhor.

O pai de Marcelo perde emprego e ganha "amigos" que só o levam para o fundo do poço.

Marcelo sai da escola.

Passa-se o tempo Marcelo continua sem estudar, Ricardo no segundo ano do médio prepara-se para o ano do vestibular.

Marcelo envolve-se com as drogas como seu pai. Ricardo passa no vestibular.

Ricardo arruma sua primeira namorada, Marcelo vai ser pai.

Marcelo não tem emprego, Ricardo arruma um estágio.

Marcelo é pai, Ricardo tem sua primeira briga com a namorada. Marcelo consegue arrumar uns "trocados" entregando bolos para um padaria.

Ricardo é aprovado no primeiro semestre de sua faculdade. Marcelo tem grandes dívidas com traficantes.

Os dois amigos da infância já não se vêem, e ao ser verem não lembram de dizer um oi, para o outro.

-Mãe eu vou sair com o pessoal da faculdade- diz ricardo - Mataram um cara na praça, mas num conhecia.

- E aí pessoal, nossa, adivinha o que eu vi?, um cara morto com os olhos arregalados com dois tiros na cabeça - comenta Ricardo.

Sexta-feira, a festa no barzinho foi boa, Ricardo chega em casa a meia-noite.

- Sabe quem foi que mataram? - pergunta sua mãe.

- Não - responde Ricardo.

- O Marcelo, filho do homem que mora aí do lado.


Inspirado num fato real.


terça-feira, 22 de abril de 2008

O Zé vai em pé...


O Zé vai em pé...
Deste modo se enterrará,
Não por escolha própria,
Mas pela falta de cemitério,
Então melhor não ir deitado,
Isto não é brincadeira, é sério,

Em Planalto do Riacho Doce,
Disse Wladimir o prefeito:
“-Agora só se enterra em pé.”
Lá o prefeito é rei,
E foi pela falta de cova,
Que saiu está nova lei,

Mas a lei só durou,
Até o prefeito perceber,
Que se enterrassem em pé,
Mais espaço no cemitério ia ter,
E assim...
Todos já podem morrer!

O Zé ficou aliviado,
Só esperando a hora chegar,
Pensa até em levar um banquinho,
Que sabe vai dar pra sentar,
Afinal: “Passar a morte toda
em pé não dá.”
Pensa o defunto Zé.

domingo, 6 de abril de 2008

O Grande Seu Livramento


Todo dia é a mesma coisa,
Vive-se o mesmo sofrimento,
O do trabalho suicida,
Que Zé faz para seu Livramento...
Que livra da fome e da sede,
Seus filhos e seu Jumento.

Todo dia é a mesma coisa,
- Este trabalho é do cão!
E olhe que é mesmo.
Pois quem gosta de fogo é o “rabugento”.
Mas me lembra o pobre Zé,
“De fogo também gosta seu Livramento.”
Daqueles religiosos dos brabos,
E dono da fazenda onde ele trabalha,
É o próprio patrão do Zé,
Que na vida num tem crença,
Passa é de dez horas em pé,
No seu trabalho suicida,
Que fez o Zé perder a fé,
O cabelo a cor e a vida.

Todo dia é a mesma coisa,
Zé acorda de manhã,
Vai pegando a enxada,
Prepara também o machado,
E tudo que o ajude a fazer fogo,
Sabe o quanto é perigoso esse trabalho de cão,
Mas pensa o pobre Zé,
“Pior é não ter o pão”.

- E o Planeta Zé?
-Dane-se, Vá pro capeta,
Ele não me paga,
Quem me paga é seu Livramento,
Que quando ouve falar em aquecimento,
Prepara-se pra uma bolinha,
E quando a bola estufa no peito,
Ele manda, com efeito,
E acha estranha a galinha,
Que põe ovo frito,
Também, este tempo é castigo!

E por mais que Zé perceba,
Que estamos evaporando,
Diz: -“Dane-se o Planeta,
E viva seu livramento,
Afinal,
Ele paga meu pão...




quinta-feira, 27 de março de 2008

Estrangerismo em Planalto dos riachos doces(interior do ceará)


Ouve-se no fundo...
S O C O R R O!
A voz era com sotaque diferente,
Coisa de outro mundo,
Falar de tal maneira Zé num aprendera,
Para tal o pobre Zé era vagabundo,

Pobre do Zé nada entende,
E pergunta-se:
-De outro modo o lobo ruiva?
-I acho que not!- diz sua filha Evily Samily de cinco anos!
-Quem já ouviu gato latir? quem já viu pinto miar?
-Com a globalizão inevitável será!- diz o agricultor Hebert Blood

O fato é que scrap é recado,
E fashion é algo fresco,
O zé pobre coitado,
De homem dos limões,
Passou-se a chamar lemommen,

E assim go...
O Zé see acabar-se
Com a cultura da terra
Onde nascera,

Ouve-sem no fundo...
H E L P !
Um grito pra Zé não diferente,
"Agora soube gritar"
Pensa pobre Zé,
"Assim agente entende!"

Assim vamos...
"Helpemos a girl,
Que és beautiful!
E tem big beleza,
Socorrida, mas não salva,
Ficou a Lingua portuguesa!